❝A gente meio que se acostuma com canalhas. Como aquele que te faz pensar em sexo no banheiro de balada. Bonito, com camisa de marca, relógio Armani no pulso e jeito meio idiota. Te pega pela risada e com os sórdidos três dedos na cintura. Você não sabe se tá zonza por causa do perfume, do sorriso escanteado ou pelo olhar sutil que ele traçou entre os seus seios, sua nuca e sua boca. Tem como não dançar? Digo que na lata que é covardia. O cara sussurra no seu ouvido que passou a noite inteira te olhando, e você nem sequer se lembra de como se faz de difícil numa hora dessas. Lá no fundo, sabe que canalhas românticos não ligam no dia seguinte. Mas, pra que se importar? De vez em quando eles te convidam para o cinema na próxima semana, em filme daqueles bem vagabundos que você só consegue lembrar como foi que ele te beijou da última vez ou quando tu pode deixar que aquilo acabe na sua cama. Acho sacanagem à capacidade que eles têm de te fazer rir com humor inteligente. Tem coisa mais chata que homem bonito, engraçado e inteligente? O pior é que tem: canalhas que confundem a cabeça da gente. Sabe bem? Zoam o cabelo, falam do seu modo de andar e acham graça na careta que você faz quando se pega perdida no meio de uma conversa. Te perturbam com a mania de deixar subtendido o que pode acontecer ou não. Sexo de sexta pode virar namoro, beijo na testa é quase como eu te amo, e o abraço é um claro “eu não sei mais viver sem você”. É tipo de cara que mexe com a gente fazendo tudo errado pra tu se envolver. E nada é tão bom quanto ser tirada do sério por um bom idiota. Você quer se livrar, mais não sabe como, quer partir pra outra até se dá conta que o gosto de um canalha nunca te deixa em paz. É como um cigarro. O prazer imenso de passa-lo pelos dedos e levar ao lábios. Canalhas como esses são irresistíveis pelo simples fato de fazer tudo o que você não quer. Ou será que quer? A gente tem a incapacidade de resistir a uma resposta e eles de fazer qualquer coisa que esteja fora da sua consciência de dizer não. Eles tem um bom sexo, uma boa conversa, e péssimo hábito de deixar o cheiro deles pelo quarto, enquanto vão embora no meio da madrugada, sem nem se lembrar de deixar um bilhete no travesseiro ou de ligar no dia seguinte. Mas no fim da noite, a gente senta no balcão e pede pra descer uma dose de canalha, da pior espécie, se for possível.
—
Canalhas,
Danielle Quartezani. (via
casebre)
E o que tiver que ser, será!
E talvez você aprenda que o maior amor que existe não é o amor romântico, de cinema, de braços dados. O amor dos livros talvez te encante, dos filmes talvez te choque e até te faça acreditar que tudo é possível.
Em partes, é tudo real. Sentir de longe, ler sem palavras, cantar sem música, tocar e se arrepiar. Mas a vida dá golpes de realidade, todo santo dia.
E ai você percebe que o maior amor que você deve ter não é nenhum desses. É o amor próprio. O amor dos limites. Da tolerância. É o amor que te impede que nada não seja natural. E que quando for natural você por um minuto pense que acabou de perde-lo.
E ai você percebe que a vida não é nenhuma cena de comercial de margarina. Que não faz sol todo dia. Que o inevitável vai te encarar e te jogar na cara toda sua prepotência de achar que tem a vida na mão.
E ai você percebe toda mágica que existe nisso tudo. Que você não manda em destino, que lágrimas não são argumentos e que por mais que você queira, o tempo não vai parar pra você reclamar.
Que a vida é aquilo que acontece enquanto você está parado fazendo planos.
E a mágica que há nisso tudo é que um dia você vai parar de pensar, de procurar, de querer sentir. E a vida vai te puxar e te jogar em um furacão. Neste exato momento, você vai correr de um lado para o outro e vai olhar pra trás também. Vai perder o céu e vai ficar sem chão.
Você vai querer fugir, esquecer, não pensar. Você vai colocar a mão no rosto e falar: como é que isso veio parar aqui?
E não vai ter explicação nenhuma. Não vai poder abrir um livro e consultar o que seria. Não vai poder dar cntrl+z e voltar. No redemoinho da vida não existem possibilidades. Ou é ou não é. Agora ou nunca mais. As escolhas estão feitas, as cartas na mesa, a areia na ampulheta já começou a escorrer faz é tempo.
E tudo que você tem é um relógio que não para de correr, um corpo que vai sempre envelhecer, memórias que ficarão cada vez mais borradas.
Pessoas vão entrar e vão sair da sua vida. Algumas vão ficar. Algumas você não vai nem lembrar.
E a vida, como que por mágica, vai se encarregar de deixar tudo como deveria estar.
E tudo o que você terá que fazer é agradecer as oportunidades que tem.
Manter a cabeça erguida, a espinha ereta e o coração forte.
E ai quando você chegar nesse estágio você não terá que pensar mais em nada.
Vai fechar os olhos e se jogar
E o que tiver que ser, será.
❝Se você quer ser meu namorado, ai que lindo namorado, você poderia ser. Se quiser ser somente meu, exatamente essa coisinha, essa coisa toda minha, que ninguém mais pode ser, você tem que me fazer um juramento, de só ter um pensamento: ser só meu até morrer. E também de não perder esse jeitinho de falar devagarinho, essas histórias de você. E de repente me fazer muito carinho, chorar bem de mansinho, sem ninguém saber porque. E se mais do que meu namorado, você quer ser meu amado, meu amado, mas amado pra valer, aquele amado pelo amor predestinado, sem a qual a vida é nada, sem a qual se quer morrer, você tem que vir comigo, em meu caminho. E talvez o meu caminho, seja triste pra você. Os seus olhos tem que ser só dos meus olhos. E os seus braços o meu ninho, no silêncio de depois. E você tem de ser a estrela derradeira, meu amigo e companheiro. No infinito de nós dois.
❝E ninguém sabe melhor sobre nós, que nós.
❝Dexter,
Li um livro esses dias que dizia, em uma frase destacada, “se as pessoas fossem chuva, eu era a garoa e ela, um furacão”. Chamou minha atenção, e, admito, fiquei pensando sobre isso mais tempo do que deveria. Mas a verdade inegável é que seu nome me veio na cabeça, D. Olhei para aquela antítese clara e pensei em você diretamente. Se as pessoas fossem mesmo chuva, o que seríamos nós? Você nunca chega de mansinho, e nem dá avisos de que vai chegar. Mas eu também não. Você tem uma voz calma e rouca, daquele tipo que ninguém dá nada até ouvir berrar com toda força monumental de pulmões infalíveis que nada nessa vida é maior que você. E eu devolvo dizendo que existe sim coisa maior. Eu te mando olhar para o céu azul que não prevê o que está por vir. Para o oceano cheio de lágrimas de amores perdidos. Não quero que você observe a água, Dexter. Quero que veja os amores perdidos. Toda a tristeza desperdiçada por algo que alguém pensou que durasse para sempre. Amor não dura para sempre. Nós somos maiores que o amor, infinitamente maiores. Criamos a sensação de amar alguém, e por termos essa capacidade gigantesca de dar vida a algo inexiste, somos maiores do que aquilo que criamos. Só que jamais, em hipótese alguma, venceremos aquilo que sentimos, Dexter. E o único sentimento verdadeiro é a dor.
Não somos maiores que a dor, D. Por isso somos tempestade, não arco-íris. Por isso somos o cinza frio numa noite de inverno, não as nuvens brancas de uma tarde de verão. Somos o desespero irrefreável de um desejo extremo e mortífero, sangrando internamente e destruindo órgãos. Somos os ventos que cobrem cidades e desabam famílias. Se as pessoas fossem chuva, como Miles pensava que fossem, nós seríamos uma tempestade indomável, Dex. Nós daríamos as mãos e, juntos, acabaríamos com um continente num piscar de olhos, sem ter medo de algum dia precisar voltar atrás. Sei que sou medrosa, mas ao seu lado a história sempre foi outra. Você me deu a força para me erguer, você me tirou das cinzas e não me deixou retornar ao pó. Com você, eu moveria montanhas sem sair de casa. Eu tinha esse poder, juro que tinha. Se eu fosse tempestade, você era o meu céu negro e sem estrelas. Você era meu infinito perpétuo que não deixava a luz chegar, prolongando o meu reinado de horrores. E em mim, mesmo com todos os pingos caindo enlouquecidamente e raios amedrontando a multidão, você enxergou beleza. Você nunca procurou, mas encontrou nos meios gritos mudos a mesma dor que havia em seus pulsos cerrados.
Acho que, no final, nós nunca fomos feitos de amor. Não existimos com o propósito de receber e devolver falsas esperanças, e por isso não estamos mais aqui. Você nunca acreditou em mim, eu nunca acreditei em você. Sempre pensei que fosse passar, mas no fim não passou. Não ainda e não nunca. Aconteceu o que a gente não esperava que fosse acontecer, Dex: saudade também é dor. E eu não sei lutar contra gigantes quando você não está ao meu lado. Nunca te amei. Nunca te quis por perto tempo o suficiente para te amar. Você não me deixa nas nuvens e definitivamente não me faz ver borboletas. Você me dói, Dexter. Você faz arder cada centímetro do meu corpo, e isso é o que mais me assusta. Eu te sinto o tempo todo. Eu pego seu perfume no ar. Você se tornou aquilo que jamais esperei: falta. Hoje eu não comemoro mais os meus aniversários comentando o quanto a sua presença me estressa, mas o quanto sua falta me deixa no chão. Você me tirou do pó para me tornar dor. Me fez levantar apenas para ter o prazer de me ver no chão de novo. Não quero mais sentir isso, Dexter. Estou cansada de ver seus olhos no espelho e desejar ardentemente ser maior do que tudo nesse mundo. Estou numa batalha contra titãs, D, e certamente vou perder. Imploro pela minha sentença final, mas descubro que é só isso: todos os dias, terei que me levantar sabendo que enfrentarei mais criaturas horrendas enquanto carrego você no peito. Todos os dias eu vou doer. Eu nunca tive muita coisa, Dexter – mas, preciso confessar, tinha um pouco de fé. Sempre pensei que as coisas melhorariam uma hora ou outra. Eu tinha medo. Me apavorava o fato de, algum dia, precisar trilhar essa caminhada sozinha. Eu tinha falta de ar. Tinha anseio. Tinha aquele pavor natural ao perigo. Tinha você.
Agora, eu não tenho nada.
Se as coisas já estavam difíceis antes, D, imagine agora. Sinto como se não houvesse nada nesse mundo capaz de impedir minha tempestade de desembrulhar. Vejo meus trovões soando por aí, mas ninguém parece capaz de escutar. E isso não me deixa mais triste. Vou por esse mundo abaixo e não me importo com os efeitos colaterais. Eu sou o efeito colateral de todas as maldades do universo. Eu sou a maldade em pessoa. E você, com essa posse sobre todas as divindades do mundo, não deixou nada para mim. Eu não posso ser salva. Nunca quis te dizer isso, mas essa é a verdade. Nada mais me deixa triste, nada mais me faz chorar. Falar em você não me causa a mesma pontada no peito que causava antes. Eu não tenho nada a perder, Dexter, e esse é o mais fundo que qualquer pessoa pode chegar. Não tenho mais palavras que descrevam o tamanho do que eu sinto, pois até mesmo o infinito se cansa de continuar. E uma hora acaba. Gostaria de ser capaz de lhe passar palavras bonitas e cheias de incentivo, que pudessem tirar você de seu próprio poço e fazer você brilhar mais uma vez. Mas a verdade é que qualquer traço de luz me foi arrancada. As estrelas não permitem um brilho maior que a delas, Dex. É isso que faz o ar chegar aos meus pulmões errantes. Saber que, talvez, eu pudesse brilhar tanto quanto uma constelação me faz ficar de pé, de vez em quando. Às vezes eu ainda caio, mas com você não precisa ser assim. O universo só sentiu inveja de você. Não diga que não tem nada, D – você sempre teve a mim.
Se as pessoas fossem chuva, Dexter, ambos seríamos tempestades. Eu cairia no oceano e transbordaria as lágrimas esquecidas, relembrando o mundo de todas as desgraças existentes que já foram enterradas. Você, por outro lado, seria o dilúvio do deserto – trazendo esperança em sua raridade, carregando luz mesmo na maior escuridão. Essa é a nossa diferença.
Com amor,
Eu.
❝A solidão dessa sala me faz pensar sobre todas as incontáveis vezes que você me disse adeus, e eu não fui capaz de perceber. Todos os mínimos detalhes, os olhares, tudo. Você sempre me disse que não suportava essa minha mania de remexer nas suas gavetas apenas para procurar uma caneta. Você sempre me disse que detestava o fato de eu não conseguir dormir sem sentir seu cheiro no meu pijama. Sempre odiou minha rebeldia adolescente ao acordar, minha mania de ficar acordada até o sol raiar. Você, meu amor, sempre detestou apelidos estupidamente carinhosos e por isso eu sempre os usava quando queria caçoar com você. Mas, apesar de tudo, eu pensei que você me entendesse. Juro que por um momento ou outro me passou pela cabeça que você era capaz de ver por trás do que eu realmente sou. Ver a essência, as feridas. Pensei, também, que você pudesse me curar. E por mais que eu quisesse que tudo o que eu sonhara virasse realidade, hoje eu junto nossas tralhas e as ponho no lixo. Por Deus, garoto, onde está você? Não o físico. Esse eu sei que se encontra dentro de qualquer vagabunda que não tenha nada a ver comigo. Esse eu sei que está fazendo cafuné naquela piranha que você julga ser melhor do que eu. Eu estou falando da alma. Cadê ela? Cadê a personalidade pela qual eu me apaixonei? Não se sinta surpreso se eu ficar com ciúmes ao vê-la te chamando de bebê, e você sorrindo. Não se surpreenda se eu quiser que o mundo inteiro caia sobre aquela cabeça de farmácia dela. Eu não tenho escolhas, guri. Você me deixou em um labirinto sem saída. Amei você, realmente amei. E você conhece minha teoria – amor não acaba. Sabe o que isso significa? Que eu odiava as suas meias dentro dos tênis, aquela sua blusa xadrez velha e suja, a pasta de dente que você insistia em comprar, o seu cabelo curto demais, a sua mãe e sua mania de sempre deixar tudo perfeito. E destruir o que já está. Quer dizer que eu detestava o seu jeito impoliticamente correto de ser, todas as vezes que você reclamava das minhas unhas rosas e não vermelhas, o fato de você não saber a diferença entre rímel e sombra. Quer dizer que você sempre foi um idiota e que nem sempre eu quis gostar de você. E que você nunca quis gostar de mim. E que a gente tentou se enganar esse tempo todo fingindo que poderíamos ser algo mais do que apenas amigos, quando nem mesmo a amizade funcionava para nós. É isso que significa – eu sempre soube de tudo isso, mas não me importava. Por que estar com você sempre fez com que tudo parecesse mais simples. Então, todas as vezes que você me disse adeus, todas as promessas quebradas… Eu relevei. Relevei, por que não pensei que você fosse capaz de me deixar assim, sozinha. Por que não pensei que você estivesse falando sério quando disse que meu gosto musical te tirava do sério. Eu não pensei que você fosse ser estúpido o suficiente para me trocar pela falta de cérebro ambulante. Vai lá, continua com essa garotinha que aceita tudo o que você fala com um sorriso nos lábios. Continua com essa imbecilidade sobrehumana que só sabe fazer a tua vontade. Por que eu te entendo e te sei. Por isso, eu tenho certeza que meu telefone ainda vai tocar e sua voz rouca vai me dizer que sente falta de ter alguém gritando nos seus ouvidos o quanto você é errado e não sabe fazer nada. Eu sei que a saudade vai bater, e você vai vir correndo para mim. Por que, no final das contas, sou eu quem você conhece por inteira e ama mesmo assim. E sou eu quem escuta suas loucuras e continua segurando sua mão na hora de atravessar a rua.
❝Eu acabei esperando muito de nós, e foi esse o problema.
❝Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, contudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto… plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dadivas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.
—
William Shakespeare. (via
casebre)
❝Anota num papel e cola na geladeira: Desapegue dos detalhes. Gargalhe. Não se importe. Seja egoísta. Confie em você. Não fique com medo antes que aconteça. E sempre… Cuidado com quem se importa de verdade.